terça-feira, 13 de julho de 2010

Chove!

Deixo que a chuva caia sobre meu corpo.
Que afague-me.
Sacie uma sede que desconheço.
eu, tão escrava das razões,
versando sobre desejos abstratos.
Meus sonhos escondidos no fundo d’alma.
Sua concretude não pode ser real.
Distantes são nossos mundos.
Mas a chuva,
essa que provocou meu devaneio ainda cai.
Percorre meu corpo junto à minhas lágrimas disfarçadas.
Não devia chorar…eu não devia.
Mas a chuva!
Ah!A desculpa perfeita.
Ninguém irá notar se tento lavar minha alma.
Ninguém irá encarar meus olhos,
e notar suas dores.
Mas a chuva.
Ah! Essa que cega meus sentidos,
mas não apaga minhas dores.
Não sacia-me.
Preciso de algo mais intenso.
Mas luto com minha consciência.
E acordo.

Soluço!

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