Palavras me saltam aos olhos,
Percorrem-me a face,
Beijam-me a boca,
Surrurram-me aos ouvidossegredos inconfessáveis.
Palavras sibiliam no ar que preenche-me os pulmões,
Tiram-me o fôlego,
Vivificam-me as vontades,
mas se negam à consumação dos atos.
Não! Ainda é cedo.
Eu tenho medo.
E nesse eterno desejar, elas, as palavras
violentam-me as sensações.
E nesse gesto torpe,
um atentando delicado, fino,
uma tortura doce
aos sentidos exauridos,
a ternura insana dos desejos insaciados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário